Nada para fazer

Posted on 04:07 In:
Estou de férias, como já tinha dito.
O que não quer dizer que seja uma coisa boa. A verdade é que quando me apanho com muito tempo livre (demasiado, no caso), começo a bater com a cabeça nas paredes e entro em depressão. Por enquanto tem estado tudo bem porque temos tido jantares e almoços com amigos e família. Mas isso é só aos fins-de-semana. Tenho arranjado livros para ler para arranjar distracção mas mesmo assim não tem sido suficiente. A semana passada tive uns 2 ou 3 dias em que andei com um humor de cão e a minha vontade era fugir de casa e não voltar.
O principal problema de ficar assim é que começo a pensar que a minha vida não é nada de jeito, que estou presa num buraco do qual preciso sair mas, independentemente da situação em que me encontrasse, esse seria sempre o meu sentimento. E quem sofre é o meu namorado, que leva com o meu mau humor e que não pode dar um passo fora do lugar que me irrita profundamente.
Já pensei em arranjar um emprego de Verão, mas não até que ponto será melhor. Lembro-me perfeitamente que quando trabalhei no centro comercial chegava a casa exausta e sem vontade de falar com ninguém nem de aturar ninguém; só me apetecia estar sozinha e relaxar.
Não tenho alternativa que não arranjar mais livros para ler, talvez ir à piscina e arranjar almoços de amigos mesmo a meio da semana. Isto, para quem puder vir. Nem toda a gente está de férias como eu. =P

Férias

Posted on 07:11
Estou, oficialmente, de férias.
Fiz as cadeiras todas, algumas nem sei como, mas a verdade é que as fiz todas, e à primeira tentativa. O O. disse-me para mandar uma mensagem ao meu pai a relatar o facto, mas ainda estou muito magoada para o fazer. Há coisa de um mês, quando os fomos visitar, de um assunto que não tinha nada a ver, ele conseguiu atirar-me à cara que eu estava nos meus vintes e que não tinha alcançado nada na vida, e que qualquer vantagem que eu pudesse ter relativamente a outras pessoas não significava nada por ainda estar no 1º ano do curso. Achei indecente e vim-me logo embora. Se ele queria ter dito alguma que o tivesse feito quando lhe disse que ia mudar de curso, em vez de andar a dar facadinhas de vez em quando.
Mas isso não alterou a minha boa disposição. Estou felicíssima por ter acabado o ano sem deixar nenhuma cadeira para trás. Sinto mesmo que estou no curso certo e, agora que penso nisso, acredito que estava tudo influenciado nessa direcção.

Frequência

Posted on 16:50 In: ,
Amanhã tenho uma frequência.
Estou tão nervosa que até me sinto enjoada. A comida não me tem sabido bem (o que é raríssimo) e estou tão tensa como uma tábua de madeira. Já tive outras frequências este semestre, uma que correu melhor, outra pior, mas, regra geral, nenhuma delas me preocupou tanto como esta. O facto é que esta cadeira representa, para mim, o meu curso antigo (é uma cadeira semelhante a uma do curso antigo que, por sinal, era dificílima) que, por sua vez, representa uma fase menos boa da minha vida. Sinto que, chumbando a esta frequência, estou a regredir ao ponto em que estava antes de tomar a decisão de mudar de curso. Sei que, caso chumbe à frequência, tenho ainda outros 2 exames a que posso ir com hipótese de passar mas isso não me deixa mais calma.
O O. já me disse para relaxar e ir à frequência como se o meu objectivo fosse apenas ver o tipo de perguntas que a professora faz, para depois ir a exame. Não serve de nada. Continuo uma pilha de nervos. Ainda por cima a frequência é logo de manhã o que implica que não vou ter tempo de rever os meus apontamentos (outra vez).
Amanhã se verá como corre, mas o que mais quero é que esta cadeira fique feita, para não pensar nisto outra vez e me livrar, finalmente, do meu mau karma.

Sábado

Posted on 10:28 In:
Hoje é um daqueles dias para esquecer! Estou tão aborrecida que mete dó.
Para começar, estou com o período, logo, as minhas hormonas estão a dar cabo de mim. Estou extremamente irritável e só me apetece partir tudo à minha volta! Não há televisão, o O. fez-me o favor de telefonar para o MEO e conseguir que, em vez de arranjarem os "flicks" que a televisão andava a fazer, ficássemos sem televisão de todo! E mesmo a meio de um filme que eu estava a ver!
Entretanto, ele foi dormir (para variar) e eu aqui sozinha, sem nada para fazer. Já ontem e hoje cozinhei, por isso não estou para aí virada. Tentei jogar Wii fit, mas quando algo corre mal, corre tudo, e a balança está sem pilhas. E aqui estou eu, aborrecida de morte, com vontade de dar um tiro na cabeça. Não tenho dinheiro para sair de casa para me distrair, depois de uma semana inteira a estudar não me apetece voltar já à carga... AAAAHHHH! Alguém me tira deste tormento???

Estudo

Posted on 15:47 In: ,
Hoje estou cansada. Depois da semana académica, que já foi cansativa por si só, começou o estudo a sério e, apesar de ser ainda o 2º dia, sinto-me cansada. E, infelizmente, a minha vida não se resume ao estudo. A casa tem de ser limpa, alguém tem de fazer as refeições (o O. não as faz de certeza) e há ainda as aulas a que não posso faltar. Para além disso o O. tem insistido mais que o normal comigo relativamente ao sexo, o que, apesar de eu entender perfeitamente devido ao tempo que já passou, não podia vir em pior altura. Eu entendo perfeitamente a ansiedade dele, mas eu não tenho vontade nenhuma, por mais que gostasse de ter e, juntamente aos problemas ginecológicos que tenho... bem, digamos que é uma combinação terrível. Da última vez que fizemos amor, (já depois do último tratamento), ardeu-me imenso e não tirei qualquer prazer do acto. É claro que disfarcei. Compreendo a situação dele e também não o quero torturar. Ah, para mim o ideal seria esta relação, sem sexo. Eu amo-o muito, a nossa relação é esplêndida; há amor, compreensão, respeito, companheirismo, carinho, enfim, tudo o que é preciso. Apenas o sexo não é como seria de esperar. Nem sempre foi assim. Dantes eu era quase tão fogosa como ele mas, de um momento para o outro, a chama apagou. E não é defeito dele; eu simplesmente não sinto vontade. Se se passasse um mês, eu não sentiria diferença. Honestamente, já pensei que preferia que ele não tornasse a inisistir comigo e que arranjasse alguém por fora; e já pensei nisso muitas vezes. Mas não lhe posso dizer isso, ele sentir-se-ia rejeitado. Eu sei que para a maioria isto é incompreensível, mas a minha vida seria mais calma, sem o peso na minha cabeça a lembrar-me constantemente que o O. não anda contente com a nossa sexualidade e que a culpa é minha. Acredito que a nossa relação não vai resultar por causa deste problema, o que é uma pena porque em tudo o resto a nossa relação é perfeita.

Semana Académica & Companhia...

Posted on 07:45 In: , ,
Estamos na semana académica.
Não há aulas, mas não deixa de haver estudo a fazer. Comprei o bilhete semanal, mas ainda só fui 3 dias, um dos quais não era preciso pagar. Tenciono ir ainda a mais dois, mas começo a pensar se terei feito bem em comprar o bilhete para a semana inteira. Eu nunca fui muito de farras e agora, que os meus vinte e ??? ainda menos vontade tenho. Prefiro fazer jantares em casa, com os amigos, beber uns copos e dizer parvoíces, na mesma, mas sem a algazarra das discotecas e festivais. Para mim, os festivais foram sempre apenas acerca dos concertos. Para quê pagar dinheiro para me embebedar se o posso fazer de graça noutro local qualquer. E, convenhamos, quem bebe não quer saber dos concertos...
Ando mesmo zangada com a Y. Para além de não me dizer nada quando está em casa da mãe, quando chega cá lembra-se subitamente de mim e, como está sozinha, já quer a minha companhia. Hoje irritou-me especialmente porque tínhamos combinado jantar para Sexta. Mas como outros amigos já tinham planos, não dava. Hoje mandou-me mensagem a perguntar quando é que ia ter com ela para a ajudar nas compras (e na confecção do jantar, de certeza), como se tivéssemos combinado assim desde início. Perguntei-lhe se o jantar não era para sexta e informei-a que os outro não podiam ir. Respondeu-me que já sabia, porque já tinha falado com o C. Então perguntei-lhe se tinha combinado com ele para hoje (muito espantada, porque eles só se conhecem através de mim e só estão juntos por meu intermédio, quando eu combino jantares em minha casa). Respondeu-me que sim, mas que ele tinha dito que ia falar comigo primeiro para combinar. O que me irritou foi a atitude dela, como se eu, para além de ter o dever de estar informada de que o jantar tinha sido alterado para hoje, tivesse a obrigação de lhe ir fazer as compras e fazer o jantar.
Há pouco telefonou-me a perguntar se queria ir ter ao centro comercial com ela, porque queria ver lojas e tudo o mais. Mas eu sei que é mais que isso. Para além de não querer estar sozinha, quer é boleia para casa e as compras feitas. Resumindo, ela quer um jantar em casa dela, com o meu trabalho. Disse-lhe que estava a estudar (o que é verdade) e que queria estudar a tarde toda para pôr o estudo em dia (o que já é mentira visto ter acabado de falar com o M. para irmos ao cinema. Sinto-me mal porque acho que estou a ser má com ela, mas ela também tem aprontado comigo. Mando-lhe mensagens e telefono-lhe e ela nada; mas quando é o contrário diz, muito indignada "mandei-te mensagem e tu não respondeste!". Irrita-me o facto de ela contar comigo para quando lhe dá jeito. E sei que nem sempre é por querer estar comigo, mas porque precisa de boleia (sim, porque a menina não se digna a comprar o passe de autocarro nem a tirar a carta). Não gosto que façam de mim gato sapato, e desde que ela começou a ter estas atitudes comigo que me afastei dela e deixei de gostar dela como gostava. Acho que a nossa amizade morreu; só ela é que ainda não percebeu.
Não sei como vou descalçar a bota hoje, mas ir jantar a casa dela é a última coisa que me apetece. Um coisa é certa. Eu não vou cozinhar!

Feliz dia da Mãe!

Posted on 03:45 In: , ,
Pois é, hoje é dia da mãe.
Já telefonei à minha mãe umas quantas vezes para saber se ela quer ir almoçar a algum lado, mas ela não me atende. É uma mãe desnaturada. A verdade é já lhe podia ter telefonado ontem ou anteontem, mas como também sou uma filha desnaturada, deixo tudo para a última hora (não vá, depois, não me apetecer).
O O. foi almoçar a casa da mãe. Ficou todo chateado porque não fui, apesar de lhe ter dito que ainda vou tentar falar com a MINHA mãe. Mas ele bem sabe que, se não vou, é porque não quero. Eu não o digo em voz alta, mas é do conhecimento comum. Ele farta-se de insistir que a mãe dele me adora e tudo mais, mas quando ela fala comigo não é isso que sinto. Por exemplo, ela convidou-me para lá ir almoçar hoje, mas o convite foi feito nestes termos: "Miss Who, queres vir cá almoçar no dia da mãe? É que o almoço são sardinhas, e como tu não gostas...". O que é que eu devo presumir? Que ela quer muito que eu vá? Nesse caso diria, "vem cá almoçar que eu vou comprar outro tipo de peixe para ti". Enfim, mas quem é que convence o O. das boas intenções da mãe? Nesse sentido ele é um pouco cego. Mas também, o pior cego é aquele que não quer ver, que, acho eu, é o caso do meu namorado.
Não é que eu não goste da família dele; bem, na verdade não gosto de alguns elementos, como é o caso do irmão dele, um bêbedo de primeira e a minha querida cunhada, casada com o irmão dele aos 19 anos, aquela snobzinha irritante. O pai dele é um amor! É tão fácil falar com ele e gostar dele. Por mim seriam todos assim. Mas não é possível. A mãe dele tem fases. Há fases em que até sinto empatia daquela parte e outras, como esta, em que não sinto empatia nenhuma. Então desde que a fofa da minha cunhada começou a cortar na minha casaca com ela, a coisa mão melhorou. Mas essa é outra história. Podem ficar descansado que irão ouvir falar muito da minha cunhada neste blog...

Stress

Posted on 08:28 In: , ,
Ultimamente tenho-me sentido estranha.
Não que se passe algo em particular, mas o meu estado de espírito tem estado incotrolável. A qualquer contarariedade tenho vontade de destruir tudo à minha volta e fico frustrada muito facilmente. E não, não é TPM, esse já veio e foi.
Comigo e com o O. tem estado tudo bem. Tivemos uma discussão de criar bicho no Sábado, mas já são águas passadas e creio que já não tenha nada a ver com isso. A culpa foi essencialmente minha. Como digo, senti-me bastante frustrada por estar a ser contrariada, não directamente mas de algum modo, e explodi... várias vezes. E agora continuo assim. Não expludo, tento-me controlar, mas a frustração continua cá. Se acordo, me levanto e o O. continua a dormir até ao meio-dia (que é o normal), em vez de aproveitar esse tempo sozinha fico frustrada e só me apetece ficar zangada com ele. Tento refrear esse sentimento porque ele não tem culpa; sempre o conheci assim e há três anos que o aceito como ele é. No entanto, como é inevitável, ele percebe sempre um pouco da minha irritação.
Na universidade também está tudo bem. Tenho as cadeiras sob controlo, nada por que não tenha já passado. Devo dizer, aliás, que nunca tive as cadeiras tanto sob controlo.
Tenho andado também irritada com uma amiga minha, a A., mas acredito que tenho mais que razões para isso. Ela tem-se mostrado extremamente irresponsável, e ja por uma vez me deixou na mão. Bem, não me deixou porque eu me preveni a tempo. O que se passou foi o seguinte; tínhamos combinado um jantar em minha casa, e ela prontificou-se logo a comprar e levar os ingredientes para a sobremesa. No entanto no dia em questão teve o telemóvel desligado até às 6h da tarde e quando, finalmente, se dignou a dizer-me alguma coisa, disse que a mãe tinha ido para o hospital à noite e, quando lhe disse que me podia ao menos ter dito algo, ela limitou-se a dizer que "não estava com cabeça". No final vima descobrir que a mãe apenas tinha torcido o pé. Pela reacção dela pensei que tivesse tido um AVC ou algo do género. Fora isso, chega atrasada às reuniões de grupo de trabalho da universidade, entrega-nos a parte dela escrita com "k"s e "pk"s e "mt", como se estivesse a escrever no messenger... enfim... podia continuar mas não vale a pena. No entanto cortei um pouco com ela, pelo que não pode ser isso que me deixa assim.
Então, o que poderá ser?? Só espero que esta fase passe depressa.

vrrrummmm...

Posted on 04:06 In:
É o último dia de férias, e, agora que penso nisso, não me apetece que seja. A volta das aulas implica a aproximação das frequências, trabalhos para entregar... enfim! Agora gostava de voltar atrás... 3, 4 dias.
Bom, mas nem tudo é não... tenho uma novidade super empolgante! Ontem comprámos um Roomba!!! É verdade, pusémo-lo hoje à prova e, devo dizer, está a portar-se lindamente. Os gatos é que ainda não lhe acham muita piada, mas estão curiosos e, qualquer dia, ainda interagem com ele. Os vídeos no youtube, pelo menos, indicam que sim.
Ah, e o descanso que é não ter de me preocupar em aspirar ou varrer a casa! Ainda por cima eu, que não sou nenhuma fada do lar! Gosto muito de cozinhar, mas no que toca a limpezas... se puder passo-as sempre a outra pessoa. O pior é que raramente ou nunca acontece, pelo que a minha casa não é um exemplo de limpeza. E quando vêm as visitas, sou eu e o O. à pressa a dar um jeito rápido à casa. =P
Podia ser pior. Creio que há piores defeitos que esse. Quando acabar o curso e arranjar um emprego logo poderei contratar alguém que me ajude com a casa e tudo fica resolvido! =)

Férias

Posted on 07:08
Estou de férias desde Quinta-feira.
Não é assim tão divertido. Todos os meus colegas foram para casa e o Algarve torna-se aborrecido.
Sexta-feira, após um dia de terrível aborrecimento, eu e o O. decidimos ir para Lisboa. Estávamos fartos de cá estar e, passada uma hora, estávamos a caminho.
Foi óptimo. Espairecemos, fizemos compras, fomos comer (duas vezes) ao Saloio da 24 pão com chouriço, fomos à Starbucks, jantamos com a D. e o T., fomos beber um copo a Cascais e voltámos Sábado à noitinha.
Foi um passeio curto, mas deu para acalmar os ânimos e voltei ao Algarve com um outro espírito. Estou com mais paciência para o O., para limpar a casa, para cozinhar, para estudar, enfim, para fazer aquilo que tem mesmo de ser feito.
Hoje levantei-me, lavei a louça e fiz os "caracóis salgados de queijo e fiambre" que saíram na edição deste mês da "Mulher moderna na cozinha" e ficar deliciosos. Tive de adicionar muita farinha porque a quantidade da receita só pode estar errada, mas, o meu conselho? Façam-na! Ou peçam a alguém com paciência que o faça porque ficam divinais. O O. e o E. (que veio cá almoçar hoje) adoraram!
Hoje à tarde devo ficar na ronha ou ganho coragem e vou estudar. Tenho muito estudo para por em dia.

Pesadelo

Posted on 01:48 In: ,
Ontem tive um pesadelo horrível.
Sonhei que estava num hospital, com uma agulha na coxa, e que me tinham dito que tinha SIDA. E eu chorava e chorava, e queria ir para casa mas não me deixavam porque diziam que eu tinha de lá ficar pelo menos até passar o fim-de-semana. Depois comecei a pensar que, se eu tinha a doença, então o meu namorado também a tinha de certeza. Foi tão horrível que consegui acordar e perceber que era apenas um sonho. Mas quando voltei a fechar os olhos e a adormecer, voltei a sonhar.
Sonhei me tinham dito que afinal eu não estava infectada, que tinha sido apenas um susto. Mas logo a ssguir alguém dizia que os enfermeiros, por vezes, diziam aos doentes que eles estavam saudáveis apenas porque viam que eles não aguentavam a pressão. Depois disso, eu estava num descampado com o meu namorado, uma criança e um velhote que eu não conhecia. Do nada, e com o ridículo que todos os sonhos têm, apareceu, não sei vindo de onde, um teste de SIDA, como um teste de gravidez daqueles de fazer em casa, que foi justamente parar a um dedo que sangrava do meu namorado. E deu positivo. Então, para além de tornar a acreditar que também eu estava infectada, pensei que, se eu tinha SIDA, era porque ele me tinha traído (logo no início do meu namoro com ele eu fiz um teste que deu negativo). Então pedi-lhe para falar com ele a sós, e o velho e a criança afastaram-se. Perguntei-lhe se alguma vez me tinha traído e ele fez aquela cara de quem vai confessar alguma coisa. Mas quando viu a minha expressão, disse: "Não, mas foi 'fun'", e depois queria-me contar os detalhes, porque acreditava que eu iria achar divertido e que iria entender. Eu dizia que não queria ouvir e chorava, chorava outra vez que nem uma perdida.
Quando acordei novamente não dei hipótese e levantei-me. Não quis dar oportunidade a mais pesadelos deste tipo.

Apresentação

Posted on 03:45 In: , , ,
Este é o meu primeiro post neste blog e, como tal, acho que devo fazer uma breve apresentação.
Sou a MissWho, ando na casa dos 20 anos, e moro com o meu namorado. Não trabalho, mas estudo na Universidade. Recentemente mudei de curso, o que foi a melhor coisa que fiz desde há muito tempo. Estou muito feliz neste curso e creio que encontrei, finalmente, a minha vocação (ou uma das...).
Tenho uma vida tranquila. Eu e o meu namorado damo-nos bem, embora nem eu nem ele tenhamos um feitio fácil. Ele também está na universidade, no mesmo curso há já uns anos, embora ainda esteja a fazer cadeiras de 1º ano. No entanto, acredito que ele finalmente atinou e quero acreditar que irá acabar o curso em breve. Como é óbvio, e visto estarmos juntos há já tempo suficiente, preocupo-me com o futuro que possamos vir a ter e, como tal, com a carreira dele.
A minha família é confusa. A minha mãe casou e divorciou-se duas vezes, e foi o meu padrasto quem me criou. Aliás, ainda hoje é ele quem me ajuda financeiramente. Tenho duas irmãs do casamento da minha mãe com o meu padrasto que, após o divórcio, foram viver com ele. Sim, não é normal, mas a minha mãe não é psicologicamente estável. Agora está calma, mas nada nos garante que não volte a ter uma crise. As minhas irmãs têm uma diferença de mais de 10 anos de mim, e eu sou muito babada por elas, principalmente pela mais velha, que se está a tornar uma senhorinha.
Do casamento do meu pai com a minha madrasta também tenho um irmão, mas raramente o vejo, visto que a minha relação com o meu pai não é das melhores. Na verdade, não estou com ele há 3 ou mais anos, e não falo com ele há quase tanto tempo. Não me afecta muito. Até gostaria de não ter qualquer tipo de obrigação para com eles (aniversários, dia do Pai, etc.). Se bem que tanto eu como ele deixámos de nos telefonar até mesmo nesses dias. É uma longa história, talvez a venha a contar mais à frente.
Não sou a pessoa mais sociável do mundo. Costumo ter alguns problemas em me relacionar com as pessoas, principalmente durante muito tempo. Sou muito intolerante e creio que os meus melhores amigos são aqueles com quem só estou esporadicamente, não me dando tempo para me fartar deles e de começar a ver defeitos "all over". Tenho tentado mudar, a sério que sim, mas por vezes é mais forte que eu. Por essa razão é que às vezes me afasto das pessoas durante curtos períodos de tempo.
Acho que um dos períodos mais felizes da minha vida foram quando morei num país estrangeiro. A diferença entre os Portugueses e as pessoas de lá eram óbvias, sendo que tinha montes de amigos, todos nos dávamos bem e desde que voltei para Portugal nunca mais foi o mesmo. Acho mesmo até que mudei bastante quando mudei. Criei uma espécie de carapaça que só abro com as pessoas mais próximas. Às vezes sinto falta da miúda que era. Era um pouco ingénua, mas dava-me bem com todos, não levava quase nada a mal, perdoava muito facilmente e era feliz com muito pouco. Agora sou um pouco mais fria (o meu namorado que diga o que passou quando começámos a namorar) e não confio facilmente nas pessoas. Já não sou tão divertida como era e, enquanto que antigamente era rotulada como "simpática" e outros adjectivos do agradáveis, quem não me conhece, agora, rotula-me de "antipática", "emproada" e "arrogante". Não me importo muito porque, quando me conhecem, a minha imagem muda bastante, e apenas me interessa a opinião dos que me são mais próximos.
Bom, acho que já me conhecem melhor, talvez, que muitos amigos que tenho. Ficar-me-ão a conhecer melhor nos próximos blogs, por isso... "keep in touch"...

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