Pois é, hoje é dia da mãe.
Já telefonei à minha mãe umas quantas vezes para saber se ela quer ir almoçar a algum lado, mas ela não me atende. É uma mãe desnaturada. A verdade é já lhe podia ter telefonado ontem ou anteontem, mas como também sou uma filha desnaturada, deixo tudo para a última hora (não vá, depois, não me apetecer).
O O. foi almoçar a casa da mãe. Ficou todo chateado porque não fui, apesar de lhe ter dito que ainda vou tentar falar com a MINHA mãe. Mas ele bem sabe que, se não vou, é porque não quero. Eu não o digo em voz alta, mas é do conhecimento comum. Ele farta-se de insistir que a mãe dele me adora e tudo mais, mas quando ela fala comigo não é isso que sinto. Por exemplo, ela convidou-me para lá ir almoçar hoje, mas o convite foi feito nestes termos: "Miss Who, queres vir cá almoçar no dia da mãe? É que o almoço são sardinhas, e como tu não gostas...". O que é que eu devo presumir? Que ela quer muito que eu vá? Nesse caso diria, "vem cá almoçar que eu vou comprar outro tipo de peixe para ti". Enfim, mas quem é que convence o O. das boas intenções da mãe? Nesse sentido ele é um pouco cego. Mas também, o pior cego é aquele que não quer ver, que, acho eu, é o caso do meu namorado.
Não é que eu não goste da família dele; bem, na verdade não gosto de alguns elementos, como é o caso do irmão dele, um bêbedo de primeira e a minha querida cunhada, casada com o irmão dele aos 19 anos, aquela snobzinha irritante. O pai dele é um amor! É tão fácil falar com ele e gostar dele. Por mim seriam todos assim. Mas não é possível. A mãe dele tem fases. Há fases em que até sinto empatia daquela parte e outras, como esta, em que não sinto empatia nenhuma. Então desde que a fofa da minha cunhada começou a cortar na minha casaca com ela, a coisa mão melhorou. Mas essa é outra história. Podem ficar descansado que irão ouvir falar muito da minha cunhada neste blog...